I Encontro de TI – São Paulo

Não acho que eu seja um cara de sorte, pois nunca ganhei nada, nem em bingo, em rifa ou qualquer coisa do gênero.
No entanto, nos últimos dias parece que a sorte sorriu para mim e, seguidamente, fui contemplado com algo que estimo e gosto de ter: conhecimento.

A história começou com o concurso da Visie e acabou no concurso da Arteccom, ambas empresas relacionadas ao I Encontro de TI.

Vamos aos fatos:

Ganhei o ingresso para o evento e fui para São Paulo/SP
Ir para São Paulo é sempre um desafio para quem mora no interior do estado.
Dependendo do horário que você precisa estar lá, é melhor sair no dia anterior do que deixar para ir no dia do compromisso, ainda mais quando há a necessidade de utilizar várias rotas para chegar ao local.

Com este pensamento, eu e o Lui Denis (Pois é! Ganhei também o direito de levar uma pessoa ao evento) chegamos em São Paulo com 12 horas de antecedência, para evitarmos qualquer atraso para chegar ao evento.

O evento
Depois de dois metrôs, uma van, um trem e uns 20 minutos de caminhada, chegamos ao evento e realizamos o credenciamento.
Alguns stands, algumas pessoas ainda com cara de cama, mas o clima era bom e a equipe de apoio com disposição para atender bem os que chegavam, fornecendo senhas para acesso wi-fi e dando informações.
Um ótimo café da manhã, fez com que os participantes começassem por ali mesmo o networking e troca de idéias.
Estômagos forrados, todos já estavam prontos para o início do ciclo de palestras que foi iniciado por Guilherme Chapiewski, falando sobriamente sobre o mercado de trabalho para desenvolvedores, linguagens mais usadas e perfis de profissionais na palestra com o tema “Linguagens: quais são as mais requisitadas pelas grandes empresas e o valor das formações/certificações”.
Achei muito interessante a sua posição em relação à contratação de profissionais quando salientou que certificação não é “atestado de eficiência”, mas fiquei preocupado quando ele indicou que o profissional deve ser multidisciplinar e conhecer várias linguagens. Explico o motivo da minha preocupação: em desenvolvimento (veja, esta é a minha opinião), acredito que uma equipe multidisciplinar funcione melhor do que alguém que queira “abraçar o mundo com as pernas”.
Neste momento, o Lui estava participando (mais uma vez) da oficina de Ruby on Rails com o Fábio Akita, que foi atencioso e respondeu todas as dúvidas que lhe foram apresentadas.

Na retomada para o segundo tempo do período da manhã, o formato do cenário foi modificado para a apresentação do debate Joomla! x Wordpress x Drupal.
Três profissionais, três sistemas diferentes com um único objetivo: produzir conteúdo.

José Murilo do MinC (Ministério da Cultura), apresentou de forma resumida a sua experiência do projeto, desde a implantação até capacitação para a utilização do sistema Wordpress, Ricardo Accioly da Noix mostrou seus cases utilizando o Joomla! e Paulinio Michelazzo da Fábrica Livre demonstrou sua vasta experiência em CMSs, mais especificadamente no Drupal, o qual defendeu de uma forma bastante convincente.

Desta apresentação a única coisa que posso dizer é que penso exatamente como os próprios palestrantes, ou seja, acredito também que não há como definir qual o melhor sistema, pois a necessidade do cliente é que delimitará qual o atende melhor.
É certo que a familiaridade do desenvolvedor com o sistema ajudará no desempenho do trabalho a ser executado.

Terminado o ciclo de palestras da manhã, fomos para o almoço.

No retorno pós-almoço, fomos conhecer e conversar com o Maurício (Maujor) Samy Silva, que estava lançando o seu novo livro de JQuery no evento.

Sendo o mesmo uma lenda para quem se interessa e trabalha com programação, não poderíamos deixar de tirar algumas fotos e trazer para casa para mostrar aos amigos e companheiros de trabalho.

Após a “babação” com o Maurício Samy, retornando ao auditório, tive a feliz surpresa de ser citado no palco pela simpática Adriana Melo (Arteccom), pois assim como outros, eu estava “twitando” as palestras e o que estava pensado sobre elas, o que me rendeu o título de twiteiro extra-oficial do evento.

Começou então o ciclo de palestras do período da tarde e quem abriu foi o professor Ruy Carneiro da WA Colsulting, com o tema “Google Analytics: como analisar acessos e gerar melhores resultados”.
Confesso que fiquei um pouco assustado e perdido quando começou a “pipocar” tabelas e números na tela de projeção, mas logo o sentimento foi substituído por boas idéias e pelo pensamento que sempre tenho sobre o Google: “Eles vão dominar o mundo”.
A ferramenta é muito útil, com seus filtros e dados que permite delinear toda a trajetória dos usuários em sites.
Resumindo: a ferramenta é um prato cheio para gestores de marketing e equipe de análise de navegação.

Após o fim da palestra, durante a troca de palestrantes, o professor veio até mim para perguntar se a palestra tinha sido agradável, pois estava preocupado com o público que era formado, em sua maioria, por programadores e desenvolvedores web.

Para encerrar o dia, a pelestra mais esperada (pelo menos por mim): “Padrões W3C: torne seu site mais leve e mais acessível”. Confesso que fiquei decepcionado com a apresentação do Carlinhos Cecconi, líder de projetos do W3C Escritório Brasil, talvez por conta das outras palestras terem sido mais dinâmicas. Cecconi não trouxe nada que a maioria das pessoas presentes não soubesse. Falou sobre o histórico da W3C, sobre o que ela preza, quais suas ações, mas nada especificadamente de desenvolvimento.


Uma pena, pois acredito que, assim como eu, outras pessoas gostariam de ter conhecido um pouco mais sobre os padrões do que sobre a própria W3C.

Fim de tarde, fim do evento e só elogios para a maioria dos palestrantes e para a Arteccom.
A equipe de organização foi eficiente, as palestras (com exceção de uma) tiveram bons conteúdos e foram muito bem apresentadas.

Ficam os meus parabéns à Arteccom e a quem ajudou o evento acontecer.
Esperemos ansiosos pelo próximo evento em 2009.

Ah! Como havia dito no início do post, de quebra, ainda ganhei a assinatura da Revista de TI no concurso relâmpago promovido pelo site do encontro.

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