Alvin Toffler e a obsolência do Ensino Público
Gestores, educadores e educandos: devemos refletir sobre as palavras de Alvin Toffler, pois não podemos mais perdurar a falta de criatividade e dinâmica em nosso atual sistema de ensino.
[ via Update Or Die e @cavallini ]




Considero fundamental as colocações de Toffler. Realmente não estamos educando, mas transmitindo informações que muitas vezes estão desconetadas. Só vejo um problema neste discurso – a chamada “bravata vazia”. Dizer que está tudo errado e não mencionar sequer uma proposta de mudança torna o tema muito frágil. Principalmente aqui no Brasil, onde a universidade, a academia, não passa de uma continuação do curso médio. Grande parte dos alunos entram nas instituições, sejam públicas ou privadas com o firme propósito de “se fico desempregado com curso superior, imagine sem ele”. É uma total desvirtuação de conceitos. No final, considero que o ensino superior no Brasil – público ou privado, está mais para um sistema de consórcio, onde alunos pagam suas parcelas, seja em dinheiro, seja em obrigações curriculares e no final, recebem seu bem – o diploma. Isto sim é um sistema em rota de colisão com o fracasso. E com relação a horários, se é ruim a instituição de prazos de permanência na instituição, como proceder no contexto acima? Muitos alunos não se entregam ao curso que estão inseridos. Apenas estão cumprindo enfadonhas tarefas que lhes são impostas. Por fim, o sistema está com problemas sim… Quem será o primeiro a dar sugestões?
Pois é Gorni!
Mas acho que o ponto fundamental não foi somente a colocação de Alvin Toffler sobre o sistema estar errado, pois veja, ele direciona, ao final do seu discurso, que o sistema não se adaptará, ou passará por mudanças, mas sim que ele deve ser substituído.
E quando ele afirma isto, ele está certo, visto que alguns de nós educadores não mais acompanhamos o ritmo dos alunos.
Acho que nós como “formadores de profissionais”, consequentemente, formadores de novos professores, devemos nos preocupar com a relação que temos com nossos alunos, para que possamos ter uma nova geração de educadores, preocupados realmente com o cumprimento do ofício e principalmente apaixonados pelo que fazem.
A academia só muda, quando seu “corpo” muda. Nossos alunos já mudaram, mas e nós?
O papel de Toffler neste vídeo é de profeta, cabe a nós o papel do milagreiros. =]
Um abraço e valeu pela visita!